sábado, 16 de maio de 2009

Múltiplos Talentos

Durante a Idade Média, muitas obras de arte eram coletivas, feitas por artistas anônimos. Com o Renascimento, isso mudou. Os artistas passaram a assinar suas obras, financiados pelos mecenas: reis, nobres, ricos comerciantes, grandes banqueiros, um papa ou um bispo.
Em vez de comprar a obra pronta, como ocorre hoje em dia, o mecenas pagava o artista para trabalhar exclusivamente para ele por um certo período, pintando retratos de sua família, fazendo esculturas para decorar seu jardim ou desenvolvendo projetos arquitetônicos. Em geral, os artistas do Renascimento não se limitavam a uma especialidade. Eles dominavam conhecimentos de pintura, escultura, arquitetura, matemática, física e anatomia.
Quanto mais conhecimentos e habilidades dominasse, maior era o valor que o artista podia cobrar por seus serviços. Por sua versatilidade, Leonardo da Vinci e Michelangelo Buonarroti foram os artistas mais valorizados do Renascimento.
A obra mais conhecida de Leonardo da Vinci é Mona Lisa, que vocês viram na abertura deste capítulo. Além de pintor e escultor, Leonardo foi arquiteto e engenheiro, projetou canais, fortificações e armas, fez estudos de anatomia e de física e de física e desenhou projetos para máquinas voadoras, pára-quedas e um tanque de guerra.
Uma das obras mais famosas de Michelangelo é A criação do homem. Essa cena faz parte de um grande conjunto pintado no teto da Capela Sistina, em Roma. Na parede principal da mesma capela, Michelangelo pintou O juízo final. Ele também projetou a gigantesca cúpula de Basílica de São Pedro, em Roma. Michelangelo estudou a escultura da Antiguidade e logo se tornou um dos maiores escultores que o mundo já conheceu.
Por volta de 1500, o papa Júlio II convidou os principais artistas da época para trabalhar em Roma. Com isso, o papa pretendia afirmar o poder e a riqueza da Igreja. Um dos artistas convidados foi Rafael. Num dos aposentos do Vaticano, Rafael pintou um grande afresco intitulado Escola de Atenas.Fig.1: A Escola de Atenas (1510-11) de Raphael, Afresco, Vaticano, Stanza della Segnatura, Roma-Itália
Fig.2: Davi (1501-1504) de Michelangelo, Mármore (4,1m de altura), Accademia delle Belle Arti, Florença-Itália
Fig.3: O Juízo Final (1509-12) de Michelangelo, Afresco, Capela Sisti
na, Roma-Itália
Fig.4: A última Ceia (1498) de Leonardo da Vinci, Têmpera sobre gesso, Convento de Santa Maria delle Grazie (Refeitório), Milão-Itália